O que o Aspênio pede de você.
A planta que faz seu próprio composto
Na natureza, o Aspênio-ninho é epífita: cresce sobre troncos de árvores, e suas folhas em roseta formam um funil que captura folhas mortas e água da chuva. Essa matéria orgânica em decomposição alimenta a planta — um sistema de compostagem integrado. Em casa, você é o responsável por essa nutrição.
- Regue quando os primeiros 3 cm do substrato estiverem secos. Despeje a água diretamente no centro da roseta — é como a planta recebe água na natureza.
- Evite que água fique acumulada no centro por mais de algumas horas — pode apodrecer a base.
- Limpe as folhas com pano úmido mensalmente. Folhas grandes acumulam muita poeira.
- Adube mensalmente na primavera-verão. Folhas grandes exigem bastante nitrogênio.
- Evite mover a planta com frequência — ela se acomoda à direção da luz.
Sinais de que está feliz
Folhas largas, verde-brilhantes, com a nervura central escura bem visível. Novas folhas surgem do centro enroladas, se desdobrando em semana.
O ninho das copas
O Asplenium nidus é nativo do Sudeste asiático, leste da África e Pacífico tropical. Linnaeus descreveu a espécie em 1753 — uma das primeiras samambaias a receber nome científico formal. O epíteto nidus (ninho) descreve perfeitamente a roseta central que forma uma concavidade.
Na natureza, o Aspênio vive como epífita nos galhos das árvores, mas pode crescer também como litófita sobre rochas. Suas folhas são usadas como embalagem de alimentos em muitas culturas do Pacífico, e na medicina tradicional de algumas regiões asiáticas.
Esporos
O Aspênio se reproduz por esporos na natureza — pequenas estruturas alinhadas nas nervuras da face inferior das folhas maduras. Para o jardineiro doméstico, a propagação por esporos é lenta e difícil. A maioria das plantas comercializadas é produzida em laboratório por cultura de tecidos.