Canto Botânico
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Nº 227 · Interior · Folhagem dramática

Aspênio-ninho

Asplenium nidus L.

Nas florestas tropicais, essa samambaia cresce agarrada aos troncos das árvores, suas folhas dispostas em roseta como um ninho que captura folhas caídas e água da chuva. Em casa, ela transforma qualquer canto num espaço com presença de selva — sem precisar de tutor nem de atenção constante.

Aspleniaceae Sudeste asiático Folhagem Epífita
Condições ideais

O que o Aspênio pede de você.

Luz
Indireta brilhante
Tolera meia-sombra, mas cresce melhor com boa luz filtrada.
Rega
Moderada
Deixe o substrato secar entre regas. Regue pelo centro da roseta.
Umidade
Alta
Pulverize regularmente. Detesta ar-condicionado.
Temperatura
18-27 °C
Tropical. Sofre abaixo de 10°C.

A planta que faz seu próprio composto

Na natureza, o Aspênio-ninho é epífita: cresce sobre troncos de árvores, e suas folhas em roseta formam um funil que captura folhas mortas e água da chuva. Essa matéria orgânica em decomposição alimenta a planta — um sistema de compostagem integrado. Em casa, você é o responsável por essa nutrição.

  1. Regue quando os primeiros 3 cm do substrato estiverem secos. Despeje a água diretamente no centro da roseta — é como a planta recebe água na natureza.
  2. Evite que água fique acumulada no centro por mais de algumas horas — pode apodrecer a base.
  3. Limpe as folhas com pano úmido mensalmente. Folhas grandes acumulam muita poeira.
  4. Adube mensalmente na primavera-verão. Folhas grandes exigem bastante nitrogênio.
  5. Evite mover a planta com frequência — ela se acomoda à direção da luz.

Sinais de que está feliz

Folhas largas, verde-brilhantes, com a nervura central escura bem visível. Novas folhas surgem do centro enroladas, se desdobrando em semana.

O ninho das copas

O Asplenium nidus é nativo do Sudeste asiático, leste da África e Pacífico tropical. Linnaeus descreveu a espécie em 1753 — uma das primeiras samambaias a receber nome científico formal. O epíteto nidus (ninho) descreve perfeitamente a roseta central que forma uma concavidade.

Na natureza, o Aspênio vive como epífita nos galhos das árvores, mas pode crescer também como litófita sobre rochas. Suas folhas são usadas como embalagem de alimentos em muitas culturas do Pacífico, e na medicina tradicional de algumas regiões asiáticas.

Esporos

O Aspênio se reproduz por esporos na natureza — pequenas estruturas alinhadas nas nervuras da face inferior das folhas maduras. Para o jardineiro doméstico, a propagação por esporos é lenta e difícil. A maioria das plantas comercializadas é produzida em laboratório por cultura de tecidos.

Manchas marrons pretas nas folhas
Sol direto queimando
Afaste da janela. Folhas queimadas não se recuperam.
Folhas amarelando da base
Rega excessiva ou velhice natural
Verifique drenagem. Folhas velhas amarelam naturalmente — remova-as.
Pontas marrons secas
Ar seco
Pulverize mais vezes. Afastar de ar-condicionado.
Cochonilha na base das folhas
Cochonilha
Álcool 70% nos focos, ou óleo de neem.
Nenhuma folha nova há meses
Luz baixa ou falta de nutrientes
Mova para mais luz. Adube na primavera.
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